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quarta-feira, 21 de maio de 2014

CAÇA, CAÇADOR E INSTINTOS

Proponho uma caçada. Exato! Uma “caçada”. 

Façamos uma suposição, imaginemos que nesse exato momento tenhamos condições financeiras e tempo ao nosso inteiro dispor para fazer uma verdadeira “caça”...
(Aos que dispõem desta condição financeira e tempo, meus parabéns, mas confesso ter por minha a opinião de que talvez deva saber que para você o motivo desta caçada será de certa forma inútil, logo ao final deste texto irá confirmar, neste caso, talvez eu recolha os meus parabéns e lhe dê uma tapinha nas costas de consolo, pois deve se tratar da maior vítima).


Deixo claro desde já que menciono tempo e dinheiro de forma hipotética para que não haja dúvida que a ausência destes não nos pouparia dos F.D.Ps 


A caçada tem por si achar os F.D.Ps ou não ser a caça de um. 


Todos nós, me incluo, claro! Pois estou a falar por mim e do que imagino se passar ao meu redor, estamos a todo tempo reclamando dos F.D.Ps que nos cercam; não falo dos babacas, pois estes em si ainda são tolerados; basta ter um “saco de filó” e conseguirmos ignorar as piadas, egoísmos, inconveniências em geral. O babaca tem por si o hábito de irritar, mas não creio ser o caso de prejudicar ou causar maiores danos físicos ou psicológicos a quem quer que seja, se o fazem a intenção não é esta; são dispersos aos problemas alheios, não tem a capacidade de se por no lugar sequer deles mesmos e de suas consciências; fazem piadas idiotas e tecem comentários e até conselhos que não seguiriam ou não gostariam de ouvir em momento algum de suas vidas, ou seja, costumo qualificar tais como protótipos da inutilidade, geralmente se caracterizam como os famosos “Maria vai com as outras”, não têm objetivos, tentam aparecer para si mesmos através de atitudes tão inertes quanto seus cérebros. Esse tipo, qual costumo pensar: não são perigosos quando ignorados. “Não matam, mas fazem sofrer se deixarmos”, deixemos os babacas de lado por enquanto e levemos nosso foco aos F.D.Ps. Ah! Esses sim podem matar! Mesmo que seja de raiva! 

Pronto para girar o mundo? 

No trabalho, escola, colégio, redes sociais, faculdades, baladas... Etc. Creio que você pode identificar o seu F.D.P., deixo claro que não confunda o “Rebelde sem ou com causa” com o F.D.P., o rebelde com causa tem a necessidade de exteriorizarem suas dores através de atitudes escrotas, estes podem ser ajudados e se não o quiserem, fazer o que? Ignorar! As pessoas têm o livre arbítrio e desde que o rebelde não se torne um F.D.P., ignorá-lo quando o que este mais quer é chamar a atenção pode surtir um efeito refletivo na vida dele? Talvez... Mas ao menos você terá sossego. Os “sem causa” pode ser apenas um ponto vista errado de nossa parte. Existiria rebeldia sem causa?! 

Quanto aos F.D.Ps, estes estão na ativa! Alimentam-se de suas próprias frustações. Eles são incapazes de focar uma melhora em si e por isto a satisfação alheia os fere, tem como um prazer quase que sexual: F... a vida alheia. 

Portanto não creio que uma viagem seja a solução, seja em rumo a um lugar de paz, onde dizem que as pessoas são boas e unidas, um País ou tribo, o fim do mundo! Acredite, você vai encontrar um F.D.P. lá. 

Com a disponibilidade e grana o qual mencionei no começo deste texto que para muitos pode ser babaca... Talvez seja... Risos, se neste momento você fizer as malas e partir com todo o conforto para umas férias, no trajeto já irá lidar com os rebeldes, dos quais mencionei, diferem dos F.D.P. Um taxista mal humorado, a recepcionista do aeroporto, estação... Falei em conforto, neste caso deixo as rodoviárias fora deste texto, opção e ponto de vista meu! 

Ou seja, acho pouco provável que no trajeto a sua almejada paz você encontre um verdadeiro F.D.P., estes em si precisam de algumas coisas para o ser: Conhecer-te, conhecer tuas fraquezas, muitas das vezes te rodear e com isso te f... Sem o menor motivo! 

Sejam quais forem as pessoas que você encontre pelo caminho, se nota-las verá não diferem das babacas e rebeldes (mal humorados) de seu convívio social, seja na vida real ou virtual. 

As pessoas mal humoradas o são por razão própria, estão insatisfeitas, com algo ou alguém e quase sem querer desforraram isto em você. Lembrando que isto é uma hipótese! 

O taxista mal humorado, a recepcionista que atrasa toda a fila de embarque sem motivo aparente, o cara o qual você dá um bom dia na lanchonete ou restaurante e ele te entrega sua comida com cara de: “Cuspi nela!”. A aeromoça que te enche te barra de cereal ou faz uma cara de paisagem maquiada quando você reclama de algo dizendo: “Vou providenciar de imediato”... E quando você está prestes a desembarcar ela volta e diz: “Senhor, peço que seja paciente.” P... que pariu! E teve jeito de não ser? Pois se você vai atrás da infeliz devido à demora, com a mesma cara inabalável, ela te diz: “Senhor, peço que volte ao seu lugar, estou providenciando...”. Tá porra nenhuma, cacete! Tá de papo com mais meia dúzia de outras caras de paisagem provavelmente falando que está cansada e que você está na primeira classe e ainda está reclamando! Vem cá... Primeira classe custa caro, certo? Se custa caro o serviço não deveria ser de primeira? 

Falo primeira classe, pois de início falei hipoteticamente em “Tempo e dinheiro”. 

Essa, o taxista, o cara cuspidor da lanchonete ou garçom mal humorado do restaurante ainda podem não ser os F.D.P., eu diria que são os insatisfeitos rebeldes ou mal humorados que estão em um dia ruim e para sua “sorte” você deu de cara com eles. Como saber? Pense: Se eles te conhecessem acham que fariam algo para lhe F... a vida? Creio que não. 

O babaca: 

Por um acaso, você sentou perto de um cara que está... Sei lá, discutindo a economia do País (Eles conseguem fazer isso sozinhos, mais orelha não tem pálpebras), ou está reclamando porque a Wi-fi não pega em aviões... Ou seja, depois de comer algo na dúvida de uma cusparada, ter a viagem atrasada, um falador chato perto e uma aeromoça que, embora esteja cheio de assentos, não te troca de lugar, amigo, você ainda sim só passou pelos mal humorados e babacas. 

Os F.D.Ps? Risos... 

Esse vai ser mais difícil você encontrar em uma viagem, por mais longa que seja e em um período de férias curto... Um psicopata? Talvez... (Mas aí a coisa já envereda para patologia o que não tem nada haver com filha da putice, em minha leiga opinião). 

Mas em um período de longas férias... Lembra que mencionei que o verdadeiro F.D.P. precisa te conhecer? Então... 

Sabe aquele cara do trabalho? 

Aí você resolve “pular a cerca” (Coisa feia, hein?! Mas quem sou eu para julgar...) 

Este cara fica sabendo e fala alto, tipo megafone na goela: “Aí, vai pegar!” 

E você rosna entre dentes: “Cala a boca, cacete!”. 

A criatura tende a se encolher na cadeira e murmurar um “desculpe” ou encolher os ombros na maior franqueza e perguntar: “Que foi? Calma cara devia estar feliz a maior gostosa da repartição!”. Nessa hora você desiste de tacar o monitor no babaca, pois agora a tela é plana e o estrago não seria grande, né? 

Aí aparece aquele ou aquela: 

“Pouca vergonha!”, pode ser tratar de um moralista, mas se fosse verdadeiro te daria um conselho e não uma crítica, provavelmente é a mal humorada que não vê um pinto há meses e morre de inveja da gostosa ou um cara que pretendia fazer o mesmo que você. Eu os chamaria de “rebeldes com causa”. 

Onde entra o F.D.P. nessa? 

Sabe aquele sujeito que está lá no final da repartição (transforme a repartição hipotética em qualquer situação, ou lugar do mundo no qual você tenha uma frequência, como disse virtual ou não), pois é, lembra quando sua mulher teve uma crise de TPM jogou todas as suas roupas do décimo andar, te fez engolir a aliança e no dia seguinte te pôs para fora de casa por você estar sem a mesma e tudo isso só porque você assistiu a um filme pornô? Pois é, lembra quando você foi desabafar com esse cara? 

Lembra que ele já esteve em sua casa várias vezes? Viu sua mulher, seus filhos, seu cachorro, seu gramado... E você leva esse cara, pois acha que ele não é babaca, nem mal humorado, está sempre sorrindo, ouve, pois é, lembra que foi ele quem te aconselhou a pegar a gostosa da repartição? Pois é... 

Este mesmo cidadão irá à casa de sua mulher, vai contar tudo, (até a TPM dela ele já sabe e mulher nesses dias é F....) E quando ela pensar em ir atrás de você, com lábia, ele poderá dizer: 

“Porque, se eu estou aqui...?” 

Faz a ambos de corno, sequer nutre algum sentimento pela sua mulher que por mais grotesco que fosse a forma, se ainda o fosse passional, ainda tem aquela, “Foi por amor!...”. 

São impressionantes as merdas que nós temos feito em nome do “amor”... Mas assunto isso é para outro texto. 

Ou seja, seja em grandes ou pequenas proporções o verdadeiro F.D.P. tem por objetivo apenas acabar com a felicidade alheia. Uns sentem essa necessidade quando suas vidas vão mal, outros o fazem mesmo quando tudo está ao seu contento e ainda sim a felicidade os incomoda, como se ser feliz fosse um meritório apenas deles, variam demais, alguns se apresentam como amigos, outros como inimigos declarados, enfim, entendeu? 

Em não há como fugir disto, em todo canto que for sempre haverá um. A caçada é inútil. 

Como lidar com um? 

Atente para as pessoas os quais você compartilha sua vida, seja pessoalmente ou virtual. 

Preste atenção a quem pede conselho e que tipo está recebendo. 

O verdadeiro F.D.P. está sempre na atividade, na realidade eles são os caçadores da felicidade, mas fazem isso de forma errada, procuram destruir a alegria alheia achando que isso irá amenizar suas vidas insatisfeitas, ou assim vistas por eles. 

Fiquem atentos a pessoas bajuladoras, os verdadeiros amigos elogiam, mas sabem lhe tecer críticas necessárias. 

Na realidade a caçada deve ser feita em seus próprios conceitos: 

“Com quem estou andando e compartilhando minha vida?” 

A viagem é para dentro de seu interior e para isto você não precisa de dinheiro e sequer de muito tempo: 

“É inútil revidar, pois eu não sou um F.D.P., mas posso me afastar”. 

E não importa se você dispõe ou não de beleza ou dinheiro, sempre haverá algo em você que incomode as pessoas. 

Temos por hábito acreditar que as pessoas que dispõem de coisas que não temos não enfrentam perrengues. 

Que ricos não tem o direito de sentirem-se incomodados como os pobres 

Que feios tem o direito de serem invejosos. 

Não importa a classe, etnia, crença e aparência que tenhas. 

Os problemas sempre virão, e quando os mesmos acontecem em forma de F.D.Ps... Você tem a opção de se afastar. 

Acredite, as pessoas só terão sobre sua vida o poder que você lhes conceder. 

Viaje para dentro de si, cace seus instintos, abandone seus preconceitos, visualize o bem que emana de dentro das pessoas, faça isso de forma gradual e são as diferenças que as fazem tão especiais. Dias difíceis todos têm e o que mais aprendemos com um F.D.P. é não sermos como eles. 

J.Mendes


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