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domingo, 13 de outubro de 2013

Oito e oitenta sem meios termos: Odeio!


Odeio!

Quero te empurrar e te amparar!
Quero me cortar e sanar as tuas feridas!
Sugar-te o sangue em ódio e dar-te todo o meu para que não morras!
Quero que você se exploda! Se foda!
Odeio-me! Ao notar-me este desejo por ti em torcida as tuas graças e não desgraças...
Quero... Arrancar-lhe o dom da visão por um dia... Por não enxergar-me!
E dar-te os meus próprios olhos, para em seguida peregrinar na escuridão longe de tua estrada iluminada.
Ser insensível que é!
Fraca criatura sem sentimentos que me açoita as últimas boas intenções de amor...
Odeio-te com toda a força ainda sã e senil que tuas vazias palavras me permitem...
E nesse ódio insano de amor são... Afasto-me de teu peito tão debilmente vazio.
Dar-te-ia o meu músculo pulsante, o qual me permite estar aqui para escrever idiotices.
Para que teu peito oco bata com emoção.

J.Mendes

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