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domingo, 6 de abril de 2014

TUDO PASSA. TUDO MUDA. TUDO "ASPAS".

Notando um pouco de tudo e quase nada...
Tenho, após ter praticado a teoria do filtro,
antes mencionado em "Oásis de um Borderline",
noto de certa forma... Peculiar, em meu repouso mental
e de recomendação especializada, o comportamento das pessoas, as quais eu julgava "normais"...
Sim, digo "normais", pois se uma pessoa não vai ao psicólogo ou não precisa de tratamento controlado, são automaticamente tidas como "normais"....
Eu costumava chamar de "normalóides", agora vejo que alguns são tão "normais" que perderam a noção do raciocínio lógico.
E quem sou eu para dizer isto? Uma blogueira que, como qualquer outra, faz de seu blog, seu espaço e de sua escrita leiga, seu direito em liberdade de expressão.

Dentre tantas coisas que me chamaram atenção em meus "repousos", foi o pouco que consegui captar do mundo exterior do qual eu me julgava ou julgo... "Exilada"... Exatamente o termo que descreve uma pessoa que se recusa a dar sorrisos de uma alegria desmedida e insana perante situações extremas e emocionais, falo do emocional de forma abrangente, posto que a intenção não é partir para o lado "romântico" da questão, e sim humano. Em tudo que vivemos temos nossas emoções afetadas de alguma forma, afinal de contas, se assim não o fosse o que seriamos?! Falo aqui de emoções em geral: Alegria, tristeza, raiva, euforia.... Ou seja, sensações as quais nos acompanha a existência, o que difere de necessidades.

Foi exatamente me dando o direito ( através de meu filtro social ) de me isolar, de certa forma, não por opção e sim por necessidade, mas este tipo de necessidade, deixo claro que em minhas postagens falo por mim, falarei, talvez, em outra postagem.

Me dei ao luxo de ser eu mesma, reclamar, mas também me calar ao analisar, principalmente a mim!
Temos o hábito de analisarmos e muitas das vezes até julgarmos tudo a nossa volta, mas dificilmente fazemos isso com nós mesmo. Uma crítica? Sim. Construtiva à mim mesma, afinal de contas todos sabemos que as destrutivas a nada levam senão a discórdia, se isto em si já é complicado quando se tratam de um apontador e um alvo, imagine quando isso é entre nós mesmos?

Através de muitas conversas e algumas pesquisas, idas ao médico e grande contribuição minha para com o meu "cuidador" e entendendo as dificuldades do mesmo em ter-me aos seus cuidados, desenvolvi uma compreensão nas minhas horas de calmaria, o filtro que usamos para nos afastar dos que nos fere, e no momento não temos porque aguentarmos tal, é o mesmo filtro que valoriza as tentativas dos que acompanham nosso dia a dia, sei por mim, que esta é um missão difícil, e se era para criticar comecei por mim. Isto gerou mudanças nas minhas atitudes, afinal de contas, como posso querer tanto do que eu nem mesmo sei se posso ser? Será que eu não estaria jogando nos que realmente me amam, uma cruz mais pesada?

Isto gerou uma sintonia que sempre houve e apenas eu achei que havia sido perdida ou gasta.
Em paz com isso, comecei a analisar, com certa suavidade, tudo a minha volta. Comecei pelas coisas e pessoas que menos me afetavam e depois fui aos meus "pontos", e confesso que ainda caminho naturalmente vagarosa para isso.

Analisei a mim, cada lágrima, cada soluço e o sofrer que para todos é igual!
Alguém já ouviu alguém dizer que "sente" o sofrimento de forma diferente?
Particularmente, não creio. O sofrimento irá gerar reações diversas de acordo com cada indivíduo, mas ainda sim creio, a causa tem a mesma intensidade para todos. Ainda creio muito humanamente incrédula e temerosa de que as pessoas não recebem uma bagagem em desvantagem com sua possibilidade de carregá-la.

Visto por esse ponto, nada mais restas do que olharmos em volta de nossas "cinzas" pessoais e importantes! Não permitam que o digam o contrário! Mas o silêncio e filtro são ótimos aliados, pessoas que menosprezam os sentimentos alheios, acreditem, não são os "culpados" que podemos pensar que "talvez sejam"... São apenas vítimas de seus próprios problemas.

Onde isto chegará? Ainda não percebeu? Usemos algo mais "escrachado" , gosto de coisas claras:
Somos sensíveis com nossos problemas? Sim, claro!
Esperamos que os outros os sejam conosco?
Digamos talvez, achemos que isso seja uma espécie de "obrigação" do próximo para conosco...
E de "Conosco" para o próximo?

E vice e versa...

Isso leva a famosa "O que se colhe se planta" ou " Ação e reação" o que para eu é a mesma coisa.

Cheguei a um ponto de vista, altamente meu, de que, seria somente eu mesma a pessoa a ter tantos problemas?
Bem, depois de um tempo e ainda mantida em minha "reclusão parcial social", me pus e minhas breves saídas e interagir em análise ao máximo que pude estendê-las!
Coisas nada agradáveis aconteciam aos borbotões e minhas reações se tornaram confusas, mas ainda sim, hoje, décadas, anos e meses depois de tantos ocorridos dentre estes mesmo, me pergunto?
Eu tive reações, ruins, boas, verdadeiras... Mas já tive! Passou.
O que realmente importa?
Obviamente é aquilo que me incomoda ou agrada.
Tenho analisado as "amizades" e "situações" que tenho em distância e aquelas que sequer isto, antes eu pensava, a culpa era minha  ou delas e dependendo da situação, as vezes, me retinha por orgulho. Hoje, mantenho-mo apenas por necessidade de minha vontade e por paz, mas sem orgulho ou culpados, apenas rumos e pensamentos diferentes.

Mas hoje depois em meus breves arejares... Tenho visto pessoas, a partir do momento em que cruzo um quarteirão, com atitudes que há décadas abandonei, como não jogar lixo no chão....
Coisa boba, parece?
Não! São exatamente através de atitudes que julgamos "bobas" é que deixamos de analisar pessoas e situações que poderiam resolver e evitar alguns problemas.
Resumindo?
Ao chegar a si de forma honesta, tente da melhor forma que puder analisar os sentimentos e situações que rodeiam as pessoas as quais te incomodam, isto pode se dar a uma dedução útil ao atrito? acredito que sim. Tente.

Logo, nos quarteirões dos quais falei vejo a perca de controle, alterar de vozes, infringimento de opiniões, queixumes e azedumes, sem contar o "muro mental" que cada um expõe de forma clara em seus gestos até mesmo "cotidianos"... Ou seja, coisas em que só falei ou pensei em minhas "crises", vejo pessoas "normais" fazendo todo o tempo. só que de uma forma "parcelada" no dia a dia, o que para eu é uma crise, para os normais é um cotidiano de troca de incompreensões.

A clareza está tão longe de minha escrita quanto meus pensamentos da ordem por hoje, mas para quem leu até aqui, vamos lá:
Isso não é para afirmar que eu não tenha problemas e sim me perguntar:
E eu quem preciso de tratamento? Pois que é verdade...

Nisso me volto as perguntas íntimas? E quem não precisa de alguma coisa? E eles as tem? Se sim ou não, a reação deles é melhor do que a minha perante suas frustrações ou seus ganhos?

Eu tenho minhas particularidades e apresento praticamente todos os quadros de uma borderline, mas não todos! E são esses: "Não todos" que agradeço, ainda com fé: Poderia ser pior, eu poderia ter todos! Bem, mas será que não os tenho? Ou apenas ainda não se manisfestaram, são tão poucos... Parece confuso quando pensamos nisso e a mente arde. Mas foi quando pensei: E se isso puder ser "freado"? Sim! Estou aqui em pleno "repouso" e... Porque não analisar o que mais funde a minha mente, ou seja, a mesma.
Mesmo que eu tivesse todos os sintomas ainda sim me pergunto: Se não se sabe de onde vem, como pode se saber que não há cura? E se esta formos nos mesmos no tempo certo? Gosto disso. Este pensamento em especial me trás paz e me parece lógico.

Escutamos em várias ocasiões que nosso maior inimigo somos nós mesmos... E em minha leigalidade cheguei a conclusão que isto não passa de uma mera verdade.

Vejo pessoas com atitudes que envolvem mentiras e falta de companheirismo falando em moral!
Vejo pessoas que são viciadas em destruir casamentos arrotando que não gostam de mentiras... Ok, então eu devo entender que a omissão por si não é uma mentira?!
As julgo? Não, mas não lhes dou ao direito de privá-las do assunto se alguma delas me atirar a "pedra do pecado".
Analisei muitas coisas ao meu favor. Temos o hábito de nos sentir magoados, mas é simplesmente por que deixamos!

Eu aprendi a me perguntar quem sou? A resposta? Isso talvez seja pessoal e, não deve interferir negativamente na vida dos outros.

E aprendi a perguntar: "Quem é você?". Sim, quem é você que tem atitudes que sequer vejo em pacientes psiquiátricos para deixar que as incógnitas que você tem sobre sua pessoa se transformem em críticas à mim de forma a interferir negativamente em meu espaço?

Então, os pacientes psiquiátricos são loucos? É o que dizem?

Mas me diga, você que nunca precisou ou não precisa de tratamento ( ou pensa que não precisa ) para falar com autoridade sobre coisas que eu faço e você talvez faça pior.... Bem se nós somos loucos.... Estes seriam os normais, pessoas que mentem, xingam no trânsito, ou os mais simpáticos e sorridentes, fingem todo o tempo que tem tudo sobre controle, uns se declaram antipáticos outros simpáticos demais, mas até agora não vi ninguém que me cercado ser verdadeiro consigo.

Vejo pais que se julgam perfeitos jogando seus filhos que eles "julgam" doentes aos psicólogos esperando que estes façam o trabalho que eles não fizeram ou que se atentaram que precisam fazer, querem apenas uma solução... Se negam a "viverem" com seus filhos e participarem de suas vidas, não podem ser seus melhores amigos pois rejeitam seus conceitos.... Devemos fazer tudo que nossos filhos querem? Claro que não! E eles? Devem fazer tudo o que queremos? Claro que não! É exatamente para isso que existe diálogo, compreensão, sentimento e razão. Difícil de ser por em prática? Para os normais eu acredito que possa ser, mas como posso falar por mim, eu não vejo nenhuma dificuldade. Não nesta situação.

E o mesmo se dá com nossas amizades e relacionamentos em geral, claro que quando se trata de nossos filhos, pais, marido, amigos e familiares mais chegados, o nível de intensidade e forma de sentimentos, muda. Mas o princípio é o mesmo.

Tenho me expressado mal? Muito.
Tenho discutido? Não, hoje me poupo, mas andei "rosnando" mesmo.
Foi através  do pico de minhas crises e de minha reclusão que hoje me pergunto apenas dentre tanta coisa:

Quem somos para acharmos o que é melhor para os outros?
Penso, que se temos plena convicção do que somos ou sentimos, obviamente não precisaremos infringir nossas opiniões aos outros como uma forma de "auto-afirmação", se somos e cremos, assim é, não precisamos de seguidores se nossa convicção é real.

Se eu não sou capaz de me clocar na existência de uma pessoa mentalmente, fazendo um grande esforço para imaginar como teria sido a vida da mesma... Como poderei entende-la realmente? Lembrando que entender e concordar são duas coisas extremamente distintas, Digo que "entender" é uma forma mais suave de lidar com o que não "concordamos."

E mais, quem disse que temos que fazer aquilo em que não acreditamos? Penso que se você acredita e defende uma coisa de coração, é isso que deve seguir e o que as outras pessoas pensam será irrelevante se você estiver com a razão. Mas atente para esta sua razão!

E será que todos nós conseguimos por isso em prática?
Acredito que teríamos um mundo perto do "perfeito" se isto fosse posto em prática por todos à todo tempo,
é muito difícil aceitar uma opinião contrária, principalmente quando estas batem com nossos sentimentos e conceitos.

Bem, eu, como dito antes, posso falar por mim. Quando isto acontece eu me desligo entre "aspas", é.
É impossível um ser humano ter paz interior com atritos externos... E eu, preciso muito de paz interior, todos, penso; mas o fato é que me conscientizei disso, como alcançar... Aí, é cada um com suas descobertas e eu como as com as minhas.

Tentando ser mais clara:
Pergunte-se:
Quanto essa pessoa ou essa situação me incomoda,  porquê, e o que posso fazer para que ambos fique bem?

Se a análise for feita de forma "pacífica" logo chegamos as respostas....
As mais corretas são as mais difíceis. Mas são as válidas.

Particularmente em meio as minhas perguntas e respostas pessoais, recentemente adotei uma postura que me gerou críticas e isto de fato afastou muitas pessoas. Para as erradas, foi um ato meu: Afastem-se! E quem são as erradas?
Pessoas que não acompanha nossas vidas, não sabem o que passamos e ainda acham que não temos mentalidade ou nível para entendê-las.

Será mesmo que a opinião dessas pessoas é tão importante?
Será mesmo que as que não fizeram sequer um esforço para entender nossas dificuldades, ao menos ceder os ouvidos de entendimento e não de concordância, merecem nossa atenção? Sim. Um reflexão logo leva a ver que está pessoa tem seu "limite" de entendimento e isso deve ser respeitado por nós.

Particularmente, agora, depois de muitas cabeçadas de emoções que insisti em dar, confesso que a dor de cabeça que isso me causou, deixou claro que todo mundo tem o direito de ser, acreditar e seguir o que quiser, agora, lembre-se do ditado: " O meu limite termina onde começa o do próximo".

Na minha atual ignorância e ansiedade por paz interior, loucamente, ou não... Cheguei a meu próprio limite.

Me reservo, não ligo para as pessoas, não as sigo, não as vigio, não me perco em polêmicas de "quem pode mais"... Isto tudo para mim, não passa de um grande besteira.

Levantei uma bandeira de paz e guerra:
"Seja como você quiser até no céu, nos quintos, na Terra...
Mas me deixa no meu canto, pois muito ajuda quem NÃO ATRAPALHA!
J.Mendes

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