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sexta-feira, 2 de maio de 2014

FALANDO POR MIM, PELO QUE VEJO E PENSO


CADA UM COM SEU CADA UM E UM POR TODOS

Há uma estória em que diz que todos os dias uma mulher se sentava para tomar café da manhã com seu marido e pela vidraça de sua cozinha olhava a vizinha estendendo seus lençóis e dizia ao marido:
- Veja, esta mulher não tem asseio com seus lençóis, ao invés de branco estão amarelos! Ela devia ter vergonha de estender esses lençóis encardidos e mal lavados no varal!
O marido, dotado de uma paciência o qual a esposa era isenta dizia:
- Ora mulher, deixe-a, o que isto influencia em nossos afazeres? 
Mas a crítica esposa não se aquietava com os conselhos do marido, e todos os dias, ao sentar na mesa para o café da manhã era a mesma coisa:

- Francamente! Acho que direi a ela o quanto ela não está fazendo isto direito!
O marido pacientemente retrucava:
- E por que de críticas não lhe oferece ajuda?
A mulher tomada de indignação esbravejou:
- Eu?! Ora, meus lençóis são muito limpos, eu os estendo brancos como nuvens isentas de chuva! Se ela não sabe como fazer isso, vou reclamar! Dizer-lhe que não sabe como lavar bem uma roupa!
Com um suspiro o marido ainda sim arriscou:
- Mulher, nossos lençóis são limpos pois podemos comprar o melhor alvejante, talvez você possa emprestar um pouco do nosso para ela?
A mulher, quase deixou cair a refeição que lhe ocupava a boca e com um indicador ditador começou seu discurso:
- Minha avó e minha mãe não contavam com essas facilidades e seus lençóis era como os nossos, brancos! Amanhã irei falar com essa vizinha. Ela não pode continuar estendendo esses lençóis encardidos e mal lavados.

No dia seguinte ambos sentaram-se para o rotineiro desjejum e ao olhar para a vidraça a mulher surpreendeu-se:
- Homem, veja! A vizinha está estendendo lençóis mais brancos que os nossos!
Estreitando os olhos desconfiada indagou:
- Por um acaso você lhe deu nosso alvejante?
Entre uma garfada e outra, respondeu pacientemente:
- Não querida, apenas limpei as nossas vidraças, estavam tão encardidas que era impossível discernir branco de amarelo olhando através delas.

Moral dessa história o qual ouvi em um programa de rádio:

As vezes, ou quase sempre, é mais fácil acreditarmos no que é ruim. Tudo anda tão complicado... Todos nós estamos preocupados em achar erros alheios para que possamos, com isso, não pensarmos nos nossos. Estamos a todo tempo polemizando e indo contra ideias, pessoas e pensamentos que sequer somos contra! Olha que absurdo! E por que? Talvez porque precisamos nos auto afirmar?
Talvez porque a vidraça suja do vizinho chame mais a atenção dos outros do que nossas garagens escondidas e infestadas de ratos?
Ora, não é mais fácil limparmos nossas garagens e oferecer ajuda para nosso vizinho limpar suas vidraças, talvez ele não as tenha notado, talvez esteja em algum trabalho altruísta ou incapacitado de fazê-la! Mas não, preferimos acreditar que o vizinho não é asseado, ou pior, mesmo sabendo que não, fechamos nossa garagem com os ratos e nos colocamos a falar mal da higiene do vizinho, quando pior, atiramos pedras!
Todos querem ter o dom da palavra, todos nós temos por si a ignorância de nos acharmos donos da verdade alheia, quando na verdade, não somos, muitas das vezes, donos sequer de nossas próprias verdades.
Existem muitas pessoas como a esposa, pessoas dispostas a quase tudo, criticar, ofender, principalmente polemizar, discordar e atirar pedras.
Mas existem pessoas como o paciente marido. Pessoas que conseguem ouvir sandices sem perder a calma, sem atirar pedras e também dispostas e ajudar e modificar as situações, não com discordâncias que a nada levam, e sim com paciência, não dando murro em pontas de faca, e melhor, através do silêncio, mostrando o bom exemplo e fazendo sua própria parte.
Se passarmos menos tempo julgando e mais tempo fazendo nossa parte, estaremos fazendo como Ghandhi dizia:
"A diferença que queremos ver no mundo"
Faça sua parte.
Dê bons exemplos.
Não se prende a críticas se estas forem destrutivas ou polemistas, a primeira apenas te joga em uma situação de incapacidade e a segunda só te toma o tempo que deve ser empregado na prática do bem.
Acredito que há muito mais pessoas boas no mundo que as más, basta que limpemos nossas vidraças.
A estória do lençol: Autor desconhecido
Texto em moral da história: J.Mendes

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